16 jan Prefácio não! Pyrfácio
Não é todo dia que recebemos um presente destes. E o fato de ser um presente que eu mesmo pedi, não tira nem um centavo de seu valor. Pyr Marcondes, generoso com seu tempo e suas palavras me presenteou com um prefácio um pouco exagerado, acredito, mas conhecendo o Pyr, feito de todo coração. E o dele é grande. Espero estar a altura de suas palavras.
Já nasceu o dia das máquinas gostarem de ouvir histórias
Acredito que o avanço das habilidades humanas das máquinas será tal, que em breve, pouca ou nenhuma diferença fará se somos máquinas ou humanos: gostaremos todos de contar e ouvir histórias.
Henrique Szklo, meu amigo e um dos grandes contadores de história que tive o prazer e honra de conhecer, não só acha isso também, como vem falando, escrevendo, dando aulas e cursos, palestras, consultorias e o que mais ele criativamente inventar, sobre isso. Faz um tempo.
Mas o Carneiro… oops, apelido dele… tem uma grande limitação, devo ser justo com minha consciência e revelar a você: ele só consegue ser criativo. Pronto, falei. Está na alma dele (aliás, alma é um dos temas aqui do livro).
O Carneiro tem no storytelling criativo a alma de sua própria história criativa.
Em “Um Dia as Máquinas Vão Gostar de Ouvir Histórias?”, ele nos convida a explorar uma questão ontologicamebte instigante: será que a inteligência artificial (IA) poderá, algum dia, apreciar narrativas da mesma forma que os seres humanos?
Ao longo de uma série de reflexões, ele mergulha profundo, mas numa narrativa envolvente (não se esqueça que ele é um ótimo contador de histórias) nas complexidades da mente humana e nas capacidades emergentes das máquinas, buscando compreender se a apreciação por histórias é uma característica exclusivamente humana ou se pode ser replicada por algoritmos.
Mas não é só isso, o que por sua complexidade e pertinência para a Era das Máquinas, já mais que bastaria. Você ingenuamente acha que está lendo um livro sobre criatividade, storytelling e Inteligência Artificial, mas ele está, sem que necessariamente percebamos, nos contando uma outra história, mais profunda: ele está nos ensinando a sermos criativos.
O tempo todo no livro ele, como também um grande publicitário, nos oferece um, mas nos entrega dois. O livro subjacente passa sem atrito pela sua consciência e vai lá, sem escalas, direto para os esconderijos da sua mente, onde habita soberana sua imaginação.
O brinde ao ler este livro é que, inevitavelmente, você terminará mais criativo e imaginador de histórias do que começou.
Em ”Um Dia as Máquinas Vão Gostar de Ouvir Histórias?”, o Carneiro aborda temas como a simulação de emoções em IAs e as implicações éticas e sociais dessa possibilidade. Questiona se as máquinas serão capazes de sentir e interpretar narrativas com a profundidade emocional que nós, humanos, experimentamos.
E assim, nos instiga a fazermos algo literalmente essencial e vital para nós, Sapiens, hoje: nos desafia a refletir sobre o futuro da interação entre humanos e máquinas no sensível âmbito da criatividade e da empatia.
O que significará para nós, não para as máquinas, se as transformações possíveis à frente de fato acontecerem?
Você tem em mãos uma provocativa jornada intelectual mais humana impossível: porque fala das máquinas.
Enjoy the ride.
Pyr Marcondes
- Em formato PDF ou Flipbook
- Extra: podcast com 2 apresentadores, totalmente criado por Inteligência Artificial
- 117 páginas