02 jan Estar preso ao passado é estultícia da patuleia carcunda
Vosmecê precisa tomar ciência que ser criativo não é simplesmente uma questão de inspiração divina ou de lampejos momentâneos de esplendor. A criatividade deveras floresce quando se é capaz de abraçar o novo, compreender os avanços e moldar ideias a partir, não de uma quimera, mas daquilo que o mundo oferece-nos amiúde. Por isso, é imperativo que o prezado leitor compreenda: estar atualizado e consciente das transformações tecnológicas e sociais é um traço que separa o basbaque do visionário, o patego do inovador. Quem insiste em bater na mesma tecla anos a fio, assevera seu destino: vai comer o pão que o diabo amassou.
A modernidade presenteou-nos com possibilidades vastas, quiçá infinitas, mas apenas quem faz das tripas coração para explorá-las será capaz de inovar com a presteza necessária. Um petiz munido de seu computador, qual herói medieval com espada, está bem mais preparado para os embates da vida moderna do que muitos adultos que insistem em agir como matusquelas alarmados com a tecnologia. Estes que recusam-se a atualizar-se, certamente darão com os burros n’água.
Não adianta chorar as pitangas; enquanto o mundo corre à velocidade de um foguete pilotado por um cosmonauta prestimoso, qualquer apego ao passado é um convite à irrelevância e ao rebosteio. Aquele que ocupa-se com fuzarcas sobre “antigamente que era bom” age como um verdadeiro pândego. Criatividade demanda movimento, ação e coragem para lidar com as surpresas do novo em folha, mesmo que isso signifique enfrentar um quiproquó inicial.
Hoje, não há como fingir-se de rogado com aplicativos e dispositivos que são tão indispensáveis quanto o alpendre de uma casa bem asseada. Por conseguinte, negligenciar essa transformação da sociedade é o mesmo que um janota ignorar a importância de ceroulas bem passadas: um erro, ainda que elegante.
Por outro lado, estar consciente das mudanças exige mais do que apenas consumir novidades. É preciso discernir entre balela e verdade, separar o chinfrim do que realmente importa. Imagine, por exemplo, um criativo que lança mão de ferramentas modernas, como inteligência artificial, para transformar esboços de ideias malemolentes em obras finalizadas. Este sim é um cidadão que dá nó em pingo d´água.
O futuro é um campo vasto, onde ideias jubilosas podem gorar e onde o que parece um embrolho pode, a bem dizer, ser um caminho egrégio para a inovação. Adotar uma postura favorável a mudanças, entrementes, não é tarefa para quem tem pachorra em demasia. A sociedade de amanhã precisará de criativos que não temam admoestar o status quo, que saibam estorcegar velhos conceitos e que, com o fervor de um lanfranhudo, consigam brunir suas ideias até que reluzam como ouro. Fazer vista grossa a este novo cenário será como dar um tabefe na lógica, um safanão em nosso processo evolutivo. Quem não quiser ficar num mato sem cachorro, precisará botar as barbas de molho, esmerilhando o conhecimento e dando amplexos ao virente.
Sem querer puxar a brasa para a minha sardinha, devo dizer que a criatividade, como um convescote bem-sucedido, exige preparo, observação e ação. E minha mentoria, a guisa de comentário, trabalha de forma egrégia com a capacidade de criar de meus fregueses; de fio a pavio. Afinal, não basta manter o garbo em aparências; é preciso ter substância. Com olhos no futuro e mente aberta, quiçá você torna-se não apenas um grande criativo, mas também uma fonte de alvíssaras para a sociedade.
Não fique a ver navios. Viver no passado é sempre uma opção, mas é no incômodo originário das mudanças que viceja-se a criatividade de melhor estirpe. E tenho dito.