MANIFESTO ANTIDISRUPTOFÓBICO


Deglutindo Oswald de Andrade

Só o Comportamento Criativo nos impulsiona.

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Economicamente. Tecnologicamente. Socialmente.

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Única lei do mundo. Expressão escancarada de todas as descobertas artísticas, de todas as inovações. De todas as revoluções científicas. De todos os saltos evolutivos.

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Criar ou não criar? Essa nunca foi a questão.

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Contra todas as certezas. E contra a lógica extra cartesiana, mãe dos pragmáticos.

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Só me interessa o que ainda não foi pensado. Lei do sonhador. Lei do Comportamento Criativo.

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Estamos fatigados de todos os paradigmas repetidos e das fórmulas prontas. Darwin acabou com a ilusão do mais forte e exaltou a importância da criatividade na adaptação.

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O que atropela o comportamento criativo é a sociedade, impermeável entre as novas ideias e a tradição empoeirada. A reação contra o pensamento livre. Sócrates informará.

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Filhos do Instagram, mãe do Youtube. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia do senso comum, pelos manipulados, pelos pobres de espírito e pelos acadêmicos sem academia. Na rede que só pesca dourado.

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Foi porque nunca tivemos um manual de como criar, nem coleções de velhos paradigmas. E nunca soubemos o que era uma grande ideia, disrupção, revolução criativa, contracultura. Amadores no mapa-múndi da criatividade.

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Uma consciência do que é verdadeiramente criativo, a ideia do que é uma boa ideia.

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Contra todos os importadores de pensamentos enlatados. A existência palpável de uma ideia exígua. E a mentalidade pré-concebida para o Sr. Leonardo da Vinci estudar.

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Queremos a Revolução Criativa. Maior que todas as involuções. A unificação de todas as mentes insurgentes na direção do novo. Sem a criatividade, a humanidade não teria sequer a sua pobre ilusão de espécie superior.

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A idade da inovação anunciada pelas redes. A idade da inteligência artificial. E todas as falsas conjecturas.

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Imaginação. O prodígio do cérebro humano. Da pedra lascada à inteligência artificial. Alan Turing. Do Renascimento ao Surrealismo, à Revolução Industrial, à Revolução Digital e o cidadão pretensamente evoluído do século XXI. Evoluímos?…

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Nunca fomos totalmente condicionados. Criamos através de um instinto de sobrevivência. Fizemos o progresso nascer do devaneio. Ou da loucura.

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Mas nunca admitimos o nascimento da disruptofobia entre nós.

Contra a acomodação. Autora do nosso primeiro bloqueio, para conquistar conforto. A frase feita dissera-lhe: não inventa. Tá bom assim. Fez-se o conforto. Gravou-se o putâmen resignado. O medo de inovar deixou o espírito dormente e nos trouxe a acomodação.

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A lógica recusa-se a entender a criatividade sem o estudo do cérebro. O Comportamento Criativo Evolucionista. Necessidade da visão científica. Para o equilíbrio contra os achistas de última hora. E as dicas superficiais nas esquinas da internet.

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Só podemos atender ao mundo das ideias.

Temos o comodismo codificação do medo. A criatividade codificação da alquimia.

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Contra o mundo inequívoco e as ideias pré-fabricadas. Cadaverizadas. O stop do córtex pré-frontal que é dinâmico. O indivíduo vítima do clichê. Fonte das limitações cognitivas. Do comportamento bovino. E o esquecimento das conquistas do passado.

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Padrões. Padrões. Padrões. Padrões. Padrões. Padrões. Padrões.

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O instinto criativo.

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Morte e vida dos neurônios. Da equação “eu parte da ideia” ao axioma “a ideia parte do eu”. Sobrevivência. Evolução. Comportamento Criativo.

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bloco manifesto antidisruptofobico 2

Contra as cabeças vegetais. Em comunicação com o solo.

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Nunca fomos totalmente conformados. Fizemos foi carnaval de sinapses. O homem comum vestido de cientista do impossível. Fingindo de Deus. Ou transmitindo no aparelho de Graham Bell sua vida cheia de boas ideias não comprovadas.

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Comportamento Criativo. A transformação permanente dos padrões em lightsabers.

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Já tínhamos a quebra de padrões. Já tínhamos a língua cortante. A idade de Subversão Criativa.

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Criaqui Criaqui

Paraquê Vôcriá?

Sencriá Ô Inová

Quiprejú

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A imaginação e o cérebro. Tínhamos a relação e a multiplicação das conexões originais, das inovações tecnológicas, das rupturas sociais. E sabíamos transpor o medo e o erro com o auxílio de algumas formas de pensar.

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Perguntei a um homem o que era pensar fora da caixa. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da criatividade. Esse homem chamava-se Dunning Kruger. Cancelei-o.

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Só não há certeza onde há originalidade. Mas que temos nós com isso?

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Contra as histórias dos homens que resistiram às grandes inovações. O mundo não entorpecido. Não conformado. Sem Dumond. Sem Tesla.A fixação do progresso transmitida por fibra ótica e telefones celulares. Só a aparelhagem. E os algoritmos sugadores de vida.

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Contra as normas rígidas. Trazidas nas bíblias.

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Contra a lâmpada como símbolo, verdade dos grupos dogmáticos, definida pela sagacidade de um gênio, o Thomas Edison – É um padrão muitas vezes repetido.

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Mas não foram novas ideias que vieram. Foram arremedos de uma falsa inovação que estamos comendo, porque somos presunçosos e provincianos como são as elites.

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Se ainda desejamos a consciência de como ser criativo, técnica é a mãe do talento. Experiência é a mãe do critério.

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Não temos certezas. Mas temos beatles. Temos criatividade que é a arte da transformação. E um sistema neuro-universal.

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ŁAs migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses mentais. Contra os conservatórios e o tédio conformista.De Isaac Newton a Steve Jobs. A transfiguração da ignorância em sabedoria. Comportamento Criativo.

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O pater famílias e a criação da Moral do Chavão: Ignorância real das coisas + fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a mente consumista.

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É preciso partir de um profundo inconformismo para se chegar à ideia brilhante. Mas o criativo não precisava. Porque tinha arbítrio.

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O objetivo criado reage com as transformações da mente. Depois Tarsila divaga. Que temos nós com isso?

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Antes dos politicamente corretos estancarem a criatividade, a criatividade tinha descoberto a liberdade.

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Contra o cérebro de enfeite. O cérebro filho das normas vigentes, afilhado da passividade e genro da pasteurização.

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A criatividade é a prova dos nove.

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No matriarcado das big techs.

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Contra a memória fonte do costume. A experiência pessoal inovada.

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Somos criativos. As ideias tomam conta, reagem, destroem convenções nas praças públicas. Suprimamos as ideias enlatadas e as outras paralisias. Pelos roteiros da fantasia. Acreditar nas ideias, acreditar no processo e nas ferramentas de desbloqueio.

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Contra Florence Foster Jenkins, mãe dos desafinados, e os versos de William McGonagall.

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A criatividade é a prova dos nove.

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A luta entre o que se chamaria previsível e a inventividade – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu pathos. As ideias cotidianas e o modus vivendi escapista.

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Comportamento Criativo. Transposição do bloqueio sacro. Para transformá-lo em insight. A humana aventura. A terrena fertilidade. Porém, só as mentes subversivas conseguiram realizar a pirotecnia, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Shakespeare, males padronizantes. O que se dá não é uma sublimação da imaginação fértil. É a escalada exponencial do instinto criativo. De estagnado, ele se torna disruptivo e cria a inovação. Sem garantias, só esperança. Transformador, o Charles Spencer. Revolucionário, o vagabundo. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao deserto de ideias. A ausência de comportamento criativo consumada nos pecados do conformismo – a estagnação, o medo do novo, a mediocridade. Peste dos chamados povos satisfeitos e acomodados, é contra ela que estamos agindo. Criativos.

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Contra aqueles que cantam as glórias do passado, na terra do futuro – o criador subversivo caçador do pensamento original.

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A nossa criatividade ainda não foi proclamada. Frase típica do estereótipo: – Meu filho, tira essa ideia na tua cabeça, antes que a rede social o faça! Expulsamos projetos de naftalina. É preciso expulsar o espírito acomodado, as normativas e as convenções do lugar-comum.

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Contra a criatividade superficial, vestida e opressora, cadastrada por influencers – a imaginação sem complexos, sem limites, sem fronteiras e sem a ignorância do reacionário de internet.

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Vida longa e criativa.

 

HENRIQUE SZKŁO